sábado, 17 de março de 2012

Saudades do meu irmão José Gilcemar de Azevêdo (Gil)*

No dia 04 de março passado (domingo), o meu irmão Gilcemar deu seus últimos suspiros nessa vida. Foi no hospital Promater, em Natal/RN, para onde havia sido levando minutos antes. Eram 23:35 horas daquele dia quando fui avisado por Josemá, nosso irmão mais velho, da iminência da sua partida, o que se deu 10 minutos após. Foi vitimado por um câncer, mal que persegue nossa família e vitimou nossa mãe Marcina aos 60 anos de sua bela juventude; nosso pai José (Zeca) aos 84 anos ainda com muito gás para tudo, como lhe era peculiar e, agora, Gil aos 64 anos, 24 dias após seu aniversário.Havemos nós, que aqui continuamos, a mantermos vigilantes quanto a isso, pois ele é traiçoeiro. Ele foi o irmão que eu tive a maior convivência em nossos tempos iniciais, desde a infância em Cêrro Corá, nossa terra natal, passando pelas férias na Fazenda Mundo Novo, no município de São Tomé, em casa de Tomaz Cândido, marido de nossa saudosa tia Idila, irmã de nossa mãe, tendo por companhia de aventuras nossos primos Marconio, Marleucio e Marivaldo, até o período em que estudávamos na Escola de Jundiaí. A partir de 1965, quando concluí o curso Téncnico Agrícola fui estudar agronomia em Recife e ele continuou em Jundiaí até a conclusão do  Técnico Agrícola na escola. Depois fez medicina na UFRN, mestrado no Rio e trabalhou por muitos anos em São Paulo. Veio para Natal e aqui ficou vários anos e retornou ao Rio onde fez medicina até o final de 2011. A partir de então, já seriamente acometido pelo mal que o vitimou, decidiu voltar para Natal, onde sua família reside e aqui viveu seus últimos momentos. Porém a vida continua. A nós que seguimos na lida diária cabe confortar, amparar e compreender aos que, de alguma forma, tiverem necessidade de uma interferência nossa. Somos uma família coesa e dar às mãos é mais que um lema - um dever. Uns se vão, outros já chegando, muitos a caminho. Assim é o ciclo biológico. Vamos em frente. Que o desânimo não nos faça abater. Ainda teremos muitas batalhas e, com certeza, venceremos todas. Só há uma em que nós próprios somos os vencedores - a última, que é o passaporte para nossa elevação espiritual. Grande abraço a todos os amigos. João Vilmar Azevêdo.

* Transcrição do Facebook do agrônomo João Vilmar.

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