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| Wellington Bezerra Júnior é gestor de escola infantil |
Diretor do Centro Municipal de Educação Infantil Irmã Dulce em Felipe Camarão, bairro da Zona Oeste de Natal, o pedagogo cerrocoraense Wellington Bezerra Júnior participou, na tarde de sexta-feira (15) de audiência pública na Câmara Municipal de Natal, que debateu o tema da educação inclusive, por iniciativa do vereador Daniel Rendall (PP).
"Nós discutimos um tema de enorme importância social e humana, os desafios da inclusão escolar, especialmente no atendimento às crianças com transtorno de espectro autista", disse Wellington Bezerra Jr, para considerar que, "quem está à frente de alguma unidade de ensino, percebe que é o público-alvo".
Para Wellington Bezerra "é necessário falar com sinceridade sobre essa realidade. A inclusão é um direito garantido por lei, mas também é um dos maiores desafios enfrentados atualmente pelas unidades de ensino do nosso município e do nosso país. As escolas querem acolher, os profissionais desejam incluir. Existe dedicação, esforço e compromisso por parte dos professores, gestores, auxiliares e equipes pedagógicas".
No entanto, segundo Bezerra, muitas vezes as unidades escolares "enfrentam dificuldades enormes para atender adequadamente esse público de forma como ele merece e necessita".
"Estamos falando de escolas que lidam, diariamente, com número insuficiente de auxiliares e profissionais de apoio, salas super lotadas, falta de formação continuada e específica para o atendimento desse público, carência de acompanhamento multiprofissional, estruturas físicas nem sempre adequadas, eu diria que a maioria não são adequadas, e uma demanda crescente de alunos que precisam de atenção individualizadas", destacou Bezerra, que também é graduado em Psicologia.
O vereador Rendall informou que hoje 4,8 mil pessoas aguardam laudo na rede pública de saúde, o que pode ampliar a demanda por atendimento especializado nas escolas públicas de Natal, que possui 140 professores em sala de recursos multifuncionais e 24 intérpretes de Libras, mas necessita de mais 50 profissionais.
"Precisamos ampliar a inclusão, não apenas o acesso", cobra Daniel Rendall, que integraa base de sustentação política do prefeito Paulo Freire (União) na CMN.







