quinta-feira, 15 de outubro de 2026

"Não adianta estar no mesmo barco, se na hora não remarmos juntos", reforçou Maciel de Doca

O  prefeito Maciel de Doca admitiu que “não foi uma decisão alegre" as demissões da vice-prefeita Graça Oliveira e do seu aliado político, ex-vereador Evilásio Bezerra, do secretariado municipal, "mas foi uma decisão que assumi, porque não adianta estarmos todos no mesmo barco se, na hora de remar, não conseguimos decidir juntos para onde estamos a ir”.

Segundo o prefeito, “é melhor reconhecer uma divergência do que fingir uma união que já não existe mais. Hoje, falo com o coração triste, mas com a consciência da responsabilidade que tenho. Eu não esqueço quem caminhou conosco, não apago a contribuição de ninguém e desejo que cada um siga o seu caminho com respeito, mas também não posso deixar que uma disputa política interrompa o trabalho que Cerro Corá espera de nós”.

Por fim, o prefeito Maciel dos Santos Freire apontou que “vai continuar a cuidar das nossas escolas, a melhorar as condições de ensino, a fortalecer o serviço de saúde, a recuperar as nossas estradas e a trabalhar por quem vive na cidade e na zona rural. A administração continua, o trabalho continua, e a responsabilidade com o dinheiro público e com cada família cerracoraense continua”. 

E completou: “Aquela esperança que tomou as ruas em 2024 não nasceu de um cargo, de um partido ou de uma pessoa; nasceu no coração do povo de Cerro Corá. E é por respeito a esse povo que sigo a trabalhar com a mesma disposição de ouvir, de decidir e de prestar contas. A esperança continua a governar, porque o compromisso com Cerro Corá não mudou de lado”.


Maciel Freire: "Não exijo que alguém concorde comigo em tudo, divergências fazem parte da política"

Finalmente, o prefeito Maciel dos Santos Freire (MDB) externou, nas redes sociais, seu posicionamento sobre o episódio da eleição da mesa da Câmara Municipal de Cerro Corá, que resultou no rompimento político com a vice-prefeita Graça Oliveira (PSD). “Existem situações que a gente não pode simplesmente deixar passar, na última quinta-feira (8),fui surpreendido pela composição da nova mesa diretora da Câmara Municipal, que reuniu vereadores ligados à nossa aliança e a representantes do grupo político que enfrentamos nas urnas e perguntei: ‘Como uma decisão dessa importância acontece sem uma conversa franca entre pessoas que construíram juntas um projeto político? “

“Eu não consigo chamar a isto uma relação política construída com a confiança que sempre considerei necessária. E não estou a falar de exigir que alguém concorde comigo em tudo; as divergências fazem parte da política”, continuou Maciel Freire.

Maciel Freire disse que ao pedir explicações à Graça Oliveira (PSD) e ao reeleito presidente da CMCC, vereador Vagton Arroz  (PSD), “ouviu uma resposta que não me saiu da cabeça”, que estavam juntos, que “só não estamos se você não quiser”.

Mas o prefeito questionou que “união é essa em que uma decisão tão importante acontece sem que nos sentemos à mesa para conversar? Que parceria é essa em que, diante de uma divergência dessa dimensão, a responsabilidade pela continuidade da aliança é colocada apenas em minhas mãos?”

O prefeito declarou, ainda, que “esperava clareza e respeito pelos compromissos que assumimos juntos. Nos últimos dias, procurei uma conversa, tentei contacto e, antes da publicação da decisão, comuniquei pessoalmente o encaminhamento que seria adotado”.


Missa no Tancredo Neves já indicava Maciel Freire e Graça Oliveira em campos políticos opostos

Durante a missa de abertura da festa da padroeira do bairro Tancredo Neves, Nossa Senhora do Rosário, o prefeito Maciel dos Santos Freire (camisa preta, à esquerda) e a vice-prefeita Maria das Graças Oliveira (à direita, vestido preto), já assistiam à pregação religiosa , na quarta-feira (14), em filas opostas.

 

Maciel de Doca assina demissões da vice-prefeita Graça Oliveira e do ex-vereador Evilásio Bezerra

O  “Diário Oficial dos Municípios” desta  quinta-feira (15) traz portarias assinadas pelo prefeito Maciel dos Santos Freire (MDB), o “Maciel de Doca”, com as exonerações dos secretários Maria das Graças de Medeiros Oliveira, da pasta do Trabalho, Habitação e Ação Social e Evilásio Medeiros Bezerra, da  pasta de Turismo e Cultura.

As exonerações da vice-prefeita Graça Oliveira já eram esperadas desde o começo da semana, em função da crise política deflagrada com a reeleição do vereador Vagton Arroz (PSD) para presidente da Câmara Municipal  de Cerro Corá, que está sub-júdice por determinação do juiz Ricardo Cabral, o qual acatou mandado de segurança a pedido do vereador Rodolfo Guedes (União Brasil), único a votar contra  Vagton Arroz.

Às vésperas da assinatura dos atos de demissões,  Maciel de Doca disse ao blog,  na noite de quarta (14), que ainda “estava tratando desse assunto com muito cuidado e responsabilidade”.

Mesmo com a decisão já tomada, o prefeito  afirmou que estava “evitando passar informações, sem que houvesses definições concretas”.

Com a saída de Graça Oliveira do secretariado,  abre-se as portas para fechamento da aliança política com o ex-vice-prefeito Emanoel Gomes, o “Elzinho”,  que indicou sua mulher, Manoela Oliveira, para ocupar a Secretaria de Assistência Social.

Irmão do ex-vice-prefeito, vereador  “Dedé de Manoel de Cláudio”, do PP, também passa a integrar a base de apoio ao prefeito Maciel de Doca  na Câmara Municipal.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Juiz Ricardo Cabral aponta risco de prejuízo à eleição da mesa da Câmara

Vereador Rodolfo Guedes tenta
reverter eleição da mesa da Câmara
Ao analisar o pedido, o juiz Ricardo Cabral considerou que os argumentos apresentados pelo vereador Rodolfo Guedes (União Brasil) têm relevância jurídica e que a continuidade dos efeitos da eleição poderia comprometer a legitimidade da composição da Mesa Diretora para o próximo biênio.

Na decisão, o magistrado ressaltou que a Justiça não deve interferir nas decisões políticas internas do Legislativo sem justificativa, mas pode atuar quando houver indícios de desrespeito à Constituição, à Lei Orgânica municipal ou ao Regimento Interno.

O juiz também citou entendimento anterior do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte segundo o qual o descumprimento de prazos e procedimentos previstos nas normas que regulam a eleição das mesas diretoras pode levar à anulação dos atos.

A liminar, no entanto, não representa ainda uma decisão definitiva sobre a validade da eleição. Trata-se de uma medida provisória, adotada para impedir que os efeitos do processo eleitoral continuem enquanto a Justiça examina o caso.

Câmara terá prazo

para manisfestação

O presidente da Câmara de Cerro Corá, vereador Vagton Arroz (PSD) foi notificado para cumprir imediatamente a decisão e apresentar informações ao juízo no prazo de dez dias. A representação judicial do Legislativo também deverá ser comunicada.

Depois dessa etapa, o processo será encaminhado ao Ministério Público Estadual, que terá dez dias para emitir parecer. Em seguida, os autos voltarão ao juiz para julgamento.

Até uma nova deliberação judicial, permanecem suspensos os efeitos da eleição realizada em 8 de outubro para a Mesa Diretora do biênio 2027-2028.

Vereador Rodolfo Guedes obtém suspensão de eleição na Câmara Municipal de Cerro Corá

Juiz Ricardo Cabral concede liminar para sustar reeleição do presidente Vagton Arroz

A Justiça suspendeu os efeitos da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cerro Corá para o biênio 2027-2028, realizada no último dia 8 de outubro. A decisão foi tomada pelo juiz Ricardo Antonio Menezes Cabral Fagundes, da 2ª Vara da Comarca de Currais Novos, ao conceder uma liminar em mandado de segurança apresentado pelo vereador Rodolfo Guedes dos Santos.

O parlamentar questionou a legalidade da Portaria nº 091/2026, publicada pelo presidente da Câmara, vereador Vagton Luiz Silva de França, que convocou a sessão de eleição da nova Mesa Diretora. Na avaliação do magistrado, há indícios de irregularidades nos procedimentos adotados para a realização da votação, especialmente nos prazos de convocação e nas regras para inscrição das chapas.

Com a decisão, ficam suspensos os efeitos da portaria e todos os atos relacionados à eleição realizada no dia 8 de outubro, incluindo o registro das chapas, a votação, a divulgação do resultado e eventuais atos de posse ou diplomação. A medida vale até que o processo seja julgado definitivamente ou que o juiz determine outra providência.

No mandado de segurança, Rodolfo Guedes alegou que a convocação da eleição desrespeitou regras previstas na Lei Orgânica do Município e no Regimento Interno da Câmara. O primeiro questionamento diz respeito ao prazo: a portaria foi publicada em 7 de outubro, um dia antes da sessão marcada para as 10h do dia seguinte. Segundo o vereador, a convocação deveria respeitar uma antecedência mínima de 48 horas.

Outro ponto foi a comunicação aos parlamentares por meio de mensagens privadas no WhatsApp, sem protocolo administrativo ou comprovação de que todos os vereadores tiveram conhecimento formal da convocação.

O vereador também contestou o prazo para registro das chapas. Conforme a decisão judicial, a convocação estabeleceu o encerramento das inscrições duas horas antes da sessão, enquanto as regras regimentais, segundo o magistrado, permitiriam o registro até uma hora antes do início dos trabalhos.

A quarta irregularidade apontada foi a mudança unilateral do horário da sessão, que estaria originalmente prevista para as 19h30 e foi marcada para as 10h. Para o autor do mandado, a alteração foi feita sem autorização do plenário da Câmara.


segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Manoela Oliveira, esposa de ex-vice, substitui vice na Assistência Social

Manoela Oliveira ao lado do marido Emanoel Gomes (c)
 e do candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasik

Ao romper politicamente com a vice-prefeita Graça Oliveira, o prefeito Maciel de Doca foi buscar outros aliados e depois de duas reuniões, a última ocorreu no sábado (10), fechou apoio do grupo liderado pelo ex-vice-prefeito Emanoel Gomes e o irmão vereador José Gomes, filho do ex-vereador "Manoel de Cláudio".

Em decorrência desse apoio político, o prefeito Maciel de Doca também assina portaria nesta terça-feira (13) com a nomeação da mulher de Emanuel Gomes para a pasta do Trabalho, Habitação Social, Manoela Oliveira, em substituição à vice Graça Oliveira.


Prefeito Maciel Freire rompe politicamente com a vice-prefeita Graça Oliveira

Demissão da vice da Assistência Social sai nesta terça

A expectativa em Cerro Corá é de que o prefeito Maciel dos Santos Freire (MDB) anuncia nas próximas horas, o rompimento politico com a vice-prefeita Maria das Graças Oliveira (PSD), o que deverá ser confirmado, oficialmente, com a publicação nesta terça-feira (13) de sua exoneração do cargo de secretária municipal do Trabalho, Habitação e Assistência Social, o qual vem assumindo desde julho em virtude das férias do marido e posterior saída a pedido, ex-vereador Adevaldo Oliveira.

O estopim político para o afastamento politico da vice-prefeita Graça Oliveira foi a eleição da mesa da Câmara Municipal de Cerro Corá, que ocorreu na quinta-feira (8) e reconduziu à presidência do legislativo o vereador Vagton Arroz (PSD), mas não contaria com o apoio de Maciel de Doca, como é conhecido o prefeito.

"A gente conseguiu distinguir a política do pessoal, a politica partidária e sim, lutar pelo bem comum da nossa sociedade", disse Vagton Arroz na ocasião, ao agradecer os votos dos vereadores de oposição, Breno Bezerra e Felipe Silva, ambos do Partido Liberal (PL).

Além de Graça Oliveira, o "Diário Oficial dos Municípios" desta terça deve trazer a demissão do aliado político da vice-prefeita, o ex-vereador Evilásio Bezerra, da pasta do Turismo,

Maciel de Doca anunciava publicamente nesta segunda (12), a pessoas que estavam no posto de gasolina de "Doca Freire", seu pai, situado no bairro Tancredo Neves, saída para São Tomé, que estava rompido com Graça Oliveira.

domingo, 11 de outubro de 2026

Maria Júlia salta 11,53 metros e fica com a prata em São Paulo

Maria Júlia (e) sobe no pódio do salto triplo 

A jovem promessa do atletismo potiguar, Maria Júlia Silva, voltou a colocar o município de Cerro Corá no pódio nacional. Defendendo as cores da Associação Esportiva e Sócio-Cultural (AESC), a atleta de apenas 14 anos conquistou a medalha de prata na prova do salto triplo do Campeonato Brasileiro de Atletismo Sub-16, em São Paulo. 

Com um desempenho regular e consistente, Maria Júllia mostrou frieza de veterana diante das melhores atletas da categoria do país. Já na sua primeira tentativa, a serrana cravou a excelente marca de 11,50 metros.

Após ajustar suas passadas, superou a própria marca no sexto e último salto, atingindo 11,53 metros, garantindo a segunda colocação e a medalha de prata para Cerro Corá. O ouro ficou com a atleta Maria Luiza da Silva Alexandre, do Corville Joinville, que alcançou 11,65 m na quinta série.

Pódio 

1º Maria Luiza da Silva Alexandre (Corville Joinville/SC), 11,65

2º Maria Júllia Silva (AESC Cerro Corá),  11,53 

3º Thainá Ferreira de Jesus (ADECO SP), 11,33




Maria Júlia alcança 11,50 metros na primeira série

Maria Júlia saltando no Ibirapuera em São Paulo 


A atleta cerrocoraense iniciou a série de seis saltos triplo na manhã deste domingo (11), mo estádio do Ibirapuera, em São Paulo, com 11,50 metros, superando a classificatória em 50 centímetros entre 12 concorrentes. 

Maria Júlia terminou a série em primeiro lugar, à frente da atleta Thainá Ferreira de Jesus, de São Paulo, que saltou 11,07 metros .

Já na segunda série, a catarinense Maria Luiza Alexandre encostou, saltando 11,47 metros 

sábado, 10 de outubro de 2026

Maria Júlia na final do salto triplo em São Paulo

A jovem atleta cerrocoraense Jullia Silva disputa a 5ª etapa do Campeonato Brasileiro sub 16 em São Paulo neste domingo (11)como a única representante potiguar no evento da modalidade do salto triplo, representando a Associação Esportiva e Sócio-Cultural (AESC), de Cerro Corá.

Maria Jullia (inscrição CBAt nº 91136) integra o seleto grupo das 12 melhores promessas do país na prova. Nascida em 12 de setembro de 2011, a saltadora potiguar entra em pista na 10ª ordem de salto na disputa da 5ª etapa da competição.

A final promete alto nível técnico. Na mesma prova, estarão reunidas destaques de clubes de ponta de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Espírito Santo.

A classificação de Maria Jullia, que saltou 11 metros na etapa classificatória e ficou em terceiro lugar, reforça o trabalho de base desenvolvido no sertão potiguar através do projeto de atletismo de Cerro Corá, que há anos vem revelando talentos para as pistas do Brasil e do exterior por intermédio do professor Edilson Oliveira. 

O salto triplo Sub-16 tem como recordista da prova e recordista nacional a cearense Viviany Almeida de Lima, com a marca de 12,79 metros, estabelecida em João Pessoa.

O Campeonato está sendo realizado na pista do Estádio Ícaro de Castro Mello (Ibirapuera), na cidade de São Paulo (SP). A competição reúne 1.227 jovens atletas (de 13 a 16 anos) de 188 clubes e 23 estados do país.

Ficha da atleta na final:

 Atleta: Maria Jullia Silva

 Nascimento: 12/09/2011

 Clube/UF: AESC / Rio Grande do Norte

 Ordem de Chamada: 10ª posição na lista de saída

Lista de atletas para a final do salto triplo feminino 




quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Vereador Vagton Arroz reconduzido à presidência da Câmara Municipal

 

Vagton Arroz reeleito presidente da Câmara

Com o voto contrário do vereador Rodolfo Guedes, que tentou impugnar a eleição, o atual presidente da Câmara Municipal de Cerro Corá, vereador Vagton Arroz, foi reeleito para o  cargo por oito votos a um. A posse da nova mesa diretora da Casa ocorre a 1º de janeiro de 2027. O vice-presidente é o vereador Francisco de Assis Silva, o primeiro secretário Felipe da Silva, segundo Breno Bezerra.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

TCE aponta prescrição de multa, mas emite parecer desfavorável às contas de 2015 de "Novinho"

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) declarou prescrita a possibilidade de aplicação de sanção pecuniária, ou seja, de cobrança de multa, em parte das irregularidades analisadas nas contas de 2015 do ex-prefeito de Cerro Corá, Raimundo Marcelino Borges. 

A prescrição, porém, não impediu o Tribunal de emitir parecer prévio desfavorável à aprovação das contas daquele exercício, que serão encaminhadas à Câmara Municipal para apreciação.

A decisão consta do Processo nº 010126/2016-TC, referente à prestação de contas de governo do município de Cerro Corá no exercício de 2015.

Segundo o parecer, a prescrição atingiu especificamente a imputação de sanção pecuniária relacionada aos achados de auditoria já considerados elididos. Na prática, o reconhecimento da prescrição impede que o TCE-RN prossiga com processo autônomo destinado à apuração de responsabilidade para eventual cobrança de multa sobre esses fatos.

Mesmo com a prescrição da possibilidade de aplicação da multa, o Tribunal manteve o entendimento desfavorável sobre as contas. A unidade de fiscalização havia identificado irregularidades que, segundo o TCE-RN, não foram afastadas pelas justificativas apresentadas pela defesa do então prefeito.

Entre os problemas apontados estão a falta de remessa de documentos exigidos pelos artigos 10 e 11 da Resolução nº 4/2013 do TCE-RN e o **atraso no envio dos decretos utilizados para abertura de créditos adicionais.

O parecer registra que Raimundo Marcelino Borges apresentou razões defensórias, mas não conseguiu afastar as irregularidades consideradas remanescentes no processo.