Homenagem proposta por Rodolfo Guedes
à padaria "Cerrocoraense" é aprovada
na Câmara Municipal
A Câmara Municipal de Cerro Corá aprovou, na sessão desta quinta-feira (9), projeto de lei do vereador Rodolfo Guedes que reconhece como Patrimônio Histórico e Cultural de Natureza Material do município a Panificadora Cerrocoraense, em razão de sua relevância histórica, social e econômica para a comunidade local, assim como os produtos tradicionais fabricados pela referida panificadora conhecidos como a “Rosca da Páscoa” e a “Bolacha de Bezerra”.
A Panificadora Cerrocoraense, cuja denominação de fantasia tem como razão social “Massas da Serra Ltda”, situa-se na rua Sérvulo Pereira, 93, centro, empreendimento tradicional de continuidade familiar e consolidada há mais de 50 anos, reconhecida pela comunidade através da transmissão intergeracional de saberes.
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| João Bezerra ao lado do filho João alfredo |
Rodolfo Guedes justificou que a Panificadora Cerrocoraense "faz parte da história viva do nosso município, estando presente no dia a dia das famílias, nas comemorações, nas datas religiosas e nos momentos mais marcantes da nossa gente".
Para Guedes, a trajetória da padaria "foi construída ao longo de gerações, consolidou-se como parte integrante da memória coletiva do povo cerrocoraense, sendo reconhecida não apenas como atividade econômica, mas como verdadeiro símbolo da identidade cultural local que contribuiu significativamente para a construção dessa identidade por ser referência na produção artesanal de alimentos tradicionais".
"Pra mim foi uma grande honra, pois é uma homenagem e reconhecimento ao legado deixado por meu pai João Bezerra Galvão. Sinto-me feliz em poder dar continuidade a esse empreendimento, que já faz parte das tradições do nosso município. Agradeço a todos os vereadores que aprovaram o projeto com elogios, especialmente ao vereador Rodolfo Guedes pela autoria do projeto", destacou João A. Galvão.
Tradição
Antes de passar às mãos do empresário João Alfredo Guimarães Galvão em 2017, a padaria era gerida por seu pai João Bezerra Galvão, que em 1973 a comprou do falecido comerciante José Julião Neto, que por sua vez havia adquirido em 1964 o empreendimento de Joaquim Vieira de Melo, seu "Oliveira", que migrara do Vale do Açu nos anos 50 para Cerro Corá.
João Alfredo Galvão diversificou a produção com novas massas, incluindo a famosa “Rosca da Páscoa” e passando a denominar de “Bolacha de Bezerra” .
A tradicional "rosca" da Semana Santana tem o dedo da receita do falecido Manoel Santana, o padeiro que atravessou gerações fazendo pães doce, francês, carteira e a famosa bolacha "regalia" e bscoito "palito" na padaria Cerrocoraense.


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