segunda-feira, 20 de junho de 2016

Jornalismo perde Carlos Santos

Carlos Santos não resistiu a um câncer (reprodução Facebook)





O blog solidariza-se com a familia do fotojornalista Carlos Alberto Santos, que faleceu na madrugada desta segunda-feira (20), no Hospital Luiz Antonio, nas Quintas, em Natal, após complicação pós-cirúrgica. "Carlinhos" ou "Caju" como era tratado por amigos, companheiros de trabalho e familiares, começou no jornalismo no começo dos anos 80, no extinto diário "A República", até então editado pela Companhia Editora do Rio Grande do Norte (Cern), depois transformada em Departamento Estadual de Imprensa (DEI), que edita o "Diário Oficial do Estado". Começamos juntos, em "A República", aonde cheguei em 1979, lá conhecei o jovem Carlinhos, da Cidade da Esperança e que vinha dos Studios Jaeci, onde era laboratorista, começou a fotografar, principalmente, esporte e policia. Dai, saiu a amizade de longas datas, a ponto de tê-lo colocado o seu nome profissional, porque assinava as fotos como "Carlinhos". Certo dia, cheguei pra ele e disse, a partir de hoje vou assinar suas fotos como Carlos Santos, porque diminutivo não é nome de jornalista. E ai ficou até hoje. Por conta disse, "Carlinhos", que também era da Cidade da Esperança, laboratorista do "Diário de Natal" e onde também fotografava, passou assinar seu nome de batistmo: José Carlos Silva. Em 1987, com o fechamento de "A República" no governo Geraldo Melo (1987/1991), Carlos Santos passou a integrar a redação do "Diário de Natal", onde ficou até a sua extinção, que não vinha bem financeiramente, e não resistiu ao advento da internet, ao mesmo tempo que foi integrar o quadro de fotógrafo do Instituto Técnico e Científico de Polícia (Valdir Julião).




























Um comentário:

Anchieta Fernandes disse...

Em minha opinião, lamentando o falecimento do excelente fotógrafo,chamá-lo de Carlinhos em vez de carlos santos, expressava mais humanismo, mais ternura, mais aplauso de fãs à sua criatividade com a câmera, por vezes beirando o lúdico infantil nesta época de tanta violência e falta de honestidade dos adultos (a criança sadia é espontânea no entendimento da verdade). Mas, o fato é que o Rio Grande do Norte perdeu um grande profissional da fotografia jornalística.