sábado, 11 de abril de 2015

Zeca propõe agenda de 20 anos e critica gestões de prefeitos aventureiros

O vereador Zeca Araújo (PT) em pronunciamento no meio da semana, na tribuna da Câmara, criticou a antecipação do debate politico sobre as eleições municipais, que só ocorrerão dentro de 16 meses. "Já se começou a a lançar candidatos, e ai pergunto, alguém tem um projeto de 20 anos pra Cerro Corá?"
Empresário no setor têxtil, Zeca Araújo chegou a indagar se havia alguém disposto a contribuir na elaboração de um projeto administrativo pra cidade, "sem ter nenhuma vaidade de ser prefeito, vice-prefeito ou vereador", mas que tivesse "o único propósito de mudar a realidade cerrocoraense".
Para o vereador petista, a elaboração de um projeto de gestão para 20 anos seria importante, pois se em 2017 não se resolveria todos os problemas da cidade, mas a cada ano podia se eleger um problema e resolvê-lo.
Caso um gestor não fosse bem, exemplificou Araújo, era a vez de passar para outro e assim por diante. Ele atacou que na gestão politico-administrativa de Cerro Corá "são as mesmas caras de sempre, e o resultado já conhecemos".
O vereador Zeca Araújo disse, ainda, que "tirar lixo da cidade e pagar salário em dia" é obrigação de qualquer prefeito, cargo para o qual, ironizou ele, deverá surgir mais uma dezena no decorrer de 2015. 
Ele chegou a cobrar: "Alguém quer fazer uma comissão de pessoas e elaborar um projeto de pelo menos 20 anos pra Cerro Corá, pra um dia se dizer que crescemos tantos por cento e a cidade mudou nisso, passou de novo à frente de lagoa Nova, não deixou Bodó passar e Cerro Corá retomou a liderança da Serra de Santana".
Segundo Araújo, "são essas coisas que precisam ser discutidas e não avventuras como de alguns prefeitos, que já passaram aqui, mas não vou citar os nomes, mas foram afventuras, não sabiam porque estavam sentados na cadeira de prefeito, não tinham um norte".
No começo do pronunciamento, que está gravado e anotado nos anais da Câmara, o vereador Zeca Araújo já havia criticado a elaboração de uma Lei de Diretriz Orçamentária (LDO), a partir de uma audiência pública feita com a comunidade, que considerou "como devaneios e delírios para 2016".
Para ele, o documento da LDO não fala nas propostas como uma meta, "alguma coisa alcançavel, que pode ser desafiadora, mas que têm coisas realmente aceitáveis".
Araújo ainda opinou que da forma que foi elaborada a LDO, tem coisas que se repetiram em anos anteriores "e que daqui para 2050 não serão feitas, as propostas e o documento estão errados".

2 comentários:

Elias M disse...

Sim, o município precisa pensar o futuro desde já...

José Valdir Julião disse...

Correto, tem de haver o mínimo de planejamento...