quarta-feira, 11 de maio de 2016

Uma análise sobre o cristianismo

Wlisses Guerra
 
Hoje conversei com uma pessoa cristã que achava existir uma perseguição aos evangélicos. Acredito que ele estava soltando farpas as minhas publicações.
Falei que era engano dele. A maioria das pessoas que criticam os "evangélicos", não são contra o cristianismo ou igrejas desta matriz religiosa. Mas sim, a um seguimento de cristãos intransigente. Oportunistas, como Edir Macedo, Valdomiro, Silas Malafaya e Marcos Feliciano, e seus seguidores.
Tanto assim, que conheço pastores, inclusive pentecostais, que não concordam com oportunismos destes falsos cristãos.
Trabalhei numa empresa tendo como colega um pastor da Assembleia de Deus. Ele não concordava com Silas Malafaya e o oportunismo de Marcos Feliciano.
Minha família é toda evangélica, pentecostais e batista. Aqui em casa, em conversa informal, cristãos destes dois seguimentos também rechaçam a atitude de oportunismo e canalhice destes pseudo líderes religiosos.
Inclusive, no meu circulo de amizades, tenho cristãos de outras denominações. Eles têm consciência do mau exemplo de cristãos que estes religiosos representam. Também, reconhecem que eles são oportunistas e que realizam verdadeiros assaltos ao bolso dos fiéis, além pregarem a intolerância religiosa. Muitos comentam e compartilham as minhas postagens.
Infelizmente, este seguimento, vem contaminando as igrejas. Por mais de quatro anos, fui membro de uma igreja cristã. Me afastei exatamente por estes falsos cristão estarem também a denominação que frequentava.
Certo dia, tive uma conversa reservada com um membro da cúpula desta denominação, e ele me confessou que tinha conhecimento deste fato,mas que não podia fazer muita coisa, em vista de que poderia perder estes membros.
Realmente, constatei que a denominação não podia fazer nada. . Ela estava encurralada, achei por bem sair desta agremiação religiosa.
Mas, também, claro, que meu posicionamento é muito mais forte. Como professor da disciplina de Ensino Religioso, entendia que não poderia estar falando uma coisa no púlpito da igreja e outra na sala de aula. Como poderia demonizar os cristãos católicos? Ou os espíritas? Ou qualquer outra religião se, ao fazer estudo de caso, se percebe que buscam, ou se afastam do mesmo Deus?
Outra coisa. Felicidade para mim não é patrimônio material, mas material humano, relações de afetos, com humanos e a natureza. Entre almoçar num restaurante de luxo tal qual fez o irmão Eduardo Cunha e comer um churrasquinho com uma cerveja num morre em ´pé ao .lado de pessoas integras, sinceras e amigáveis, prefiro o segundo convite.
Quem me conhece sabe disto. Não são palavras soltas ao vento. Vivo assim mesmo. Dinheiro não me seduz.
Não faço nada para agradar alguém. Sou aquilo que sou, Procuro viver aquilo que amo. O resto, fico com o provérbio de Salomão. Tudo é vaidade, soberba. Tudo passa...
Entre o Jesus material e consumista de Malafaya, e o despojado de Nietzsche, prefiro o segundo. Como ele mesmo disse, parece que o último cristão morreu pregado numa cruz. Ou talvez, um Jesus menos asceta do de Francisco de Assis. O meio termo, tal qual a iluminação budista.


Wlisses Guerra é jornalista, jucurutuense com formação teológica, reside em Natal desde os anos 80

2 comentários:

Wlisses Guerra disse...

É com muita hora que vejo minha postagem publicada no blog editado por Julião. Camarada dos tempos de Tribuna do Norte. Pessoa simples, sincera e que construimos uma amizade profunda.

José Valdir Julião disse...

Seja bem-vindo, caro Wlisses...